Pesquisa e Inovação

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Bahiana realiza XXIV Jornada de Iniciação Científica e Tecnológica no Campus Cabula

Com o tema “Ciência que forma e transforma”, evento reuniu estudantes, pesquisadores e docentes para compartilhar experiências e destacar a importância da pesquisa e do SUS.

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A Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública realizou, no dia 26 de setembro, no Campus Cabula, a XXIV Jornada de Iniciação Científica e Tecnológica. Com o tema “Ciência que forma e transforma”, o evento promoveu a integração entre estudantes, docentes e pesquisadores, com exposição de pôsteres, apresentações de trabalhos e a palestra de abertura “Iniciação Científica no Brasil: Memória, Conquistas e Perspectivas”, ministrada pelo Dr. Bernardo Galvão Castro Filho. Na ocasião, a reitora da Bahiana, Dra. Maria Luisa Carvalho Soliani, ressaltou a importância de defender a ciência e o Sistema Único de Saúde (SUS): “Se nós sabemos da importância da ciência e da importância do SUS, se nós defendermos o SUS, nós não podemos ser neutros diante do que vai acontecer. É nossa obrigação defender o que nós conquistamos, defender aonde nós chegamos e não há possibilidade de modo nenhum que a gente volte pra barbárie. A disputa que se coloca não é de direita e esquerda, mas da democracia, da liberdade”.

Para o pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação Stricto Sensu, Dr. Atson Fernandes, a participação da comunidade acadêmica reforçou o compromisso com a produção científica. “O nosso caminho mais seguro para nos desenvolvermos, para darmos equidade, evoluirmos nossa sociedade e garantirmos a nossa soberania é por meio da ciência”, afirmou. Entre os estudantes participantes, Fernanda Mendes, do 8º semestre de Psicologia, compartilhou a sua experiência como pesquisadora: “Nunca tinha imaginado que eu ia ser pesquisadora, e está sendo uma realização pra mim. Eu gosto muito. É muito desafiador e eu gosto de me colocar em desafios. Eu super-recomendo ingressar na pesquisa, pois você cresce de formas que você nem imagina. Eu comecei a acreditar muito mais em mim quando eu entrei na pesquisa”.

A Jornada também deu espaço às experiências do PIBIC Ensino Médio. Viviane Souza do Carmo, estudante da 3ª série do ensino médio e moradora de um assentamento ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Candeias, destacou o aprendizado construído junto à comunidade. “A maioria das pessoas que vivem nesses assentamentos não possui tanto acesso à educação, à informação. Então, quando a gente chega, a gente jovem que está estudando, está trazendo conhecimento pra essas pessoas e a gente acaba ensinando pra eles também. Então é uma experiência nova de ensinar e aprender com eles”, disse. Stephanie Lavínia Silva Lopes, estudante da 2ª série do ensino médio e moradora do assentamento Pau-Brasil, também ligado ao MST, ressaltou o impacto da experiência em sua formação. “Para mim, foi enriquecedor saber a realidade do povo e entender as necessidades dele. Então, pra mim foi muito uma experiência nova que mudou bastante minha visão e eu creio que quero continuar ali pra tentar ajudar mais e mais a minha comunidade”. Para o coordenador regional do MST, Victor Lopes, as apresentações dos estudantes do movimento representam um resultado coletivo, “fruto do trabalho da universidade, mas também com a relação com o território. É a implementação da política pública na veia e isso é fundamental para os movimentos sociais".

 XXIV Jornada de Iniciação Científica e Tecnológica

XXIV Jornada de Iniciação Científica e Tecnológica

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