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Mentores da Saúde inicia novo semestre com encontro no Campus Brotas

Programa de extensão reúne estudantes, pacientes mentores e gestores para uma formação em saúde baseada na escuta e na experiência do adoecimento.

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O Programa de Extensão Mentores da Saúde, da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), iniciou as atividades do semestre com um encontro realizado no dia 16 de setembro, no Campus Brotas. A atividade reuniu mentores (pacientes que convivem com condições crônicas de saúde e assumem o papel de educadores no programa), estudantes de graduação e pós-graduação e gestores para um momento de integração, apresentação dos grupos de trabalho e alinhamento das atividades previstas para o semestre. Coordenado pela professora Milena Lisboa, com a participação das professoras Selena Dubois e Aidê Nunes da Silva, o programa reúne, neste semestre, cinco mentoras dos ambulatórios de Epilepsia e HTLV, 18 estudantes de Medicina, Fisioterapia, Psicologia e Enfermagem e cinco alunas do mestrado de Psicologia e Intervenções em Saúde, que atuarão como apoiadoras pedagógicas.

Ao longo do semestre, os grupos participarão de 10 encontros nos territórios dos mentores, conhecendo suas histórias, redes de cuidado e diferentes dimensões da experiência de viver com uma condição crônica. A programação inclui discussões sobre determinantes sociais da saúde, diagnóstico, evolução da doença, relação com profissionais e instituições de saúde e estratégias utilizadas para cuidar da saúde no cotidiano. “A proposta é que os estudantes possam compreender a experiência de viver com uma doença crônica para além da dimensão biológica, conhecendo os territórios, as redes de cuidado e as histórias dos mentores. A partir da escuta ativa e dos vínculos construídos, eles vão produzir seus próprios aprendizados”, explica Milena Lisboa.

Para a estudante do 3º semestre de Psicologia Bianca Dourado Striquer, a participação no programa amplia as possibilidades de aprendizagem para além da sala de aula. “O que me levou a me inscrever foi a vontade de ter experiência fora da faculdade, ter contato com outras pessoas e, consequentemente, vivenciar um pouquinho do contato com a Psicologia na prática”, afirma. Segundo ela, a experiência também contribuiu para a sua compreensão sobre a escuta ativa e a realidade de pessoas que vivem com condições crônicas. “Foi muito importante ter contato com pessoas que vivem uma realidade diferente da minha. A partir disso, tomei conhecimento da importância da Psicologia e de programas sociais para pessoas em situação de vulnerabilidade social e com alguma doença crônica”, completa.

Programa de Extensão Mentores da Saúde

Programa de Extensão Mentores da Saúde


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