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01/09/2026
O que acontece quando tecnologia, ciência, território e histórias de vida se encontram no cuidado em saúde? Foi em torno dessa pergunta que o programa de Residências em Saúde da Bahiana realizou, nos dias 28 e 29 de agosto, no Campus Cabula o II Fórum das Residências em Saúde da Bahiana e o II Simpósio de Ensino, Pesquisa e Produção de Conhecimento (SIMEPP). Com o tema “Territórios do Cuidar: pessoas, tecnologias e modos de viver a vida”, a programação reuniu residentes, docentes, tutores, preceptores e profissionais de saúde em dois dias de trocas e reflexões sobre os desafios da formação e da prática profissional. A programação do fórum ocorreu nos dois dias do evento e foi organizada nos eixos Pesquisa e Produção de Conhecimentos; Gestão da Clínica e do Cuidado e Humanidades Médicas. Por sua vez, o II Simpósio de Ensino, Pesquisa e Produção de Conhecimento (SIMEPP) foi realizado na manhã do dia 28 de agosto e promoveu discussões sobre pesquisa e gestão do cuidado, incluindo o uso de dados públicos do DATASUS na Atenção Primária à Saúde, além de bancas de qualificação de Trabalhos de Conclusão de Residência.
À tarde, teve início o Fórum, trazendo debates sobre territorialidades, cuidado compartilhado, dilemas éticos, espiritualidade, envelhecimento e tecnologias em saúde. Para a coordenadora geral do evento, Dra. Miriam Pinillos Marambaia, o fórum vem reafirmar a interação entre os programas. “Agora, o que nós desejamos é que tenhamos vários outros fóruns, cada vez com mais intersecções e espaços de discussões que reafirmem o que há de melhor em cada uma das residências e que elas estejam ainda mais integradas com a identidade Bahiana”, afirmou. Acerca do tema escolhido, a pró-reitora de Ensino de Graduação e Pós-Graduação Lato Sensu da Bahiana, Dra. Maria de Lourdes Freitas Gomes, ressaltou que os recursos tecnológicos devem caminhar ao lado da compreensão sobre a realidade de cada pessoa. “A gente tem que pensar a tecnologia como aliada, porém não esquecendo do contexto, não esquecendo de como essas pessoas vivem e sobrevivem. A gente não pode esquecer disso na nossa prática e achar que só as evidências científicas dão resposta pra tudo”, disse em sua saudação de abertura do evento.
A programação foi encerrada com a palestra da convidada Dra. Kelly Simone Almeida Cunegundes, que abordou o tema “Histórias de vida e de cuidado à saúde: competências narrativas para médicos”. Na ocasião, a palestrante respondeu a uma pergunta enviada pela estudante do 4º semestre de Medicina Maria Eduarda Sidral, que estava em atividade acadêmica no Campus Cabula: Como conduzir um paciente, respeitando o saber popular, a aderir a um tratamento? Para Kelly, o primeiro passo é ouvir e reconhecer os conhecimentos trazidos pelo paciente. “A primeira estratégia é a gente dar oportunidade de a pessoa falar, explicar e validar esse saber popular. Porque faz parte da cultura dela, faz parte da vivência dela”, explicou. A palestrante destacou ainda que a escuta permite compreender os significados que a saúde e os tratamentos assumem para cada indivíduo e construir uma relação de respeito. “Então eu acho que primeiro de tudo é escutar e validar. Usar a tecnologia da escuta”, concluiu.
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